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    Mostrando postagens com marcador lançamentos. Mostrar todas as postagens

    Chamamento ao povo brasileiro, Carlos Marighella


    Chamamento ao povo brasileiro
    Carlos Marighella
    Organização de Vladimir Safatle
    Coleção Explosante
    Ubu Editora


    Reunião de ensaios, cartas, manifesto e poemas de Carlos Marighella, incluindo textos que só circularam clandestinamente, com nova edição após muitos anos fora de catálogo. Militante comunista desde a juventude, deputado federal constituinte e, depois de romper com o PCB, fundador do maior grupo armado de oposição à ditadura militar – a Ação Libertadora Nacional, Marighella já foi considerado o "inimigo número um" do regime. 

    A ALN chegou a participar de assaltos a bancos, carros-fortes e trem-pagador, e do famoso sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, ainda que seu líder não soubesse da operação. Seus métodos fizeram com que Marighella se tornasse uma das figuras mais controversas da história do Brasil.

    O volume inclui o livro integral Por que resisti à prisão (1965); textos de análise política do país e a ruptura com o PCB; e escritos sobre a luta armada, incluindo Frente a frente com a polícia e Cartas de HavanaAlguns dos poemas e sátiras de Marighella podem ser lidos ao longo do livro.

    Veja também o filme




    Alvo de muitas controvérsias e esperado desde o ano passado, finalmente foi anunciada a data de estreia para o filme Marighella, dirigido pelo ator Wagner Moura. Inspirado na biografia escrita pelo jornalista Mário Magalhães e lançada em 2012, o filme aborda os últimos 5 anos de vida de Carlos Marighella, escritor, político e guerrilheiro, de 1964 até sua violenta morte em uma emboscada, em 1969. O filme foi apresentado em Berlim, em fevereiro do ano passado, além de ter sido exibido em festivais menores, como em Goa, na Índia, e Bari, na Itália.

    A data estabelecida inicialmente para o lançamento era 20 de novembro. Dois meses antes, no entanto, a produtora O2 Filmes cancelou a estreia no Brasil alegando que “não conseguiram cumprir a tempo trâmites exigidos pela Ancine [Agência Nacional do Cinema]”.“Os produtores haviam escolhido o mês de novembro, que marca os 50 anos de morte de Carlos Marighella, e o dia 20, da Consciência Negra, para a estreia. No entanto, a O2 Filmes não conseguiu cumprir a tempo todos os trâmites exigidos pela Ancine”, diz comunicado da empresa.

    Entre os integrantes do elenco, estão o cantor Seu Jorge, interpretando Carlos Marighella, e os atores Bruno Gagliasso, Humberto Carrão e a atriz Adriana Esteves. Confira o trailer: 


    Lançamento: Eu e não outra - a vida intensa de Hilda Hilst


    Eu e não outra: a vida intensa de Hilda Hilst é o primeiro perfil biográfico da autora lançado no mercado editorial. Com episódios relatados por fontes próximas a Hilda Hilst durante toda a vida, além de documentos históricos, o livro traz um panorama da vida da escritora desde seu nascimento e a história de sua família, em Jaú, até sua morte, na Casa do Sol, Campinas, em 2004.

    A pesquisa foi realizada durante dois anos, e contou com cerca de quarenta entrevistas feitas pessoalmente pelas autoras – formadas em jornalismo e especializadas em literatura e na obra de Hilda Hilst. No percurso de pesquisa e escrita do livro, Laura Folgueira e Luisa Destri conversaram com familiares das famílias de Apolônio Hilst (o pai) e Bedecilda Vaz Cardoso (a mãe) – incluindo o irmão, Ruy Vaz Cardoso –; com Dante Casarini, ex-marido de Hilda; com amigos, editores, ex-namorados. Dentre outros depoimentos importantíssimos, destacam-se aqueles dados por figuras muito próximas a ela e, hoje, falecidas, como o editor Massao Ohno; o amigo e escritor José Luiz Mora Fuentes; o também amigo e jornalista J. Toledo; o músico Almeida Prado, primo de Hilda.

    A pesquisa, porém, não parou por aí: as autoras realizaram inúmeras visitas à Casa do Sol (antes da criação do Instituto Hilda Hilst) e ao arquivo de Hilda Hilst no Cedae, da Unicamp. Lá, vasculharam os diários da escritora, que fornecem informações fundamentais para os episódios narrados em Eu e não outra. Também foram fontes valiosas as inúmeras entrevistas concedidas por Hilda durante sua vida, bem como críticas e notícias pertinentes – todas detalhadas na bibliografia, cobrindo um período de 1949 a 2006. Por fim, as autoras do livro fizeram, ainda, uma viagem a Jaú – cidade natal da personagem –, reunindo elementos como certidões de nascimento, histórias sobre a família Almeida Prado, escrituras de fazenda.

    Para a publicação agora, anos depois da pesquisa original, o livro foi revisto e atualizado, tendo em vista especialmente a repercussão que a obra de Hilda Hilst ganhou após sua morte. Por isso, conta com um posfácio em que as autoras abordam não apenas como se deu a criação da narrativa, mas também como se desenvolveu, depois disso, sua relação profissional com a biografia e a obra de Hilda Hilst. Eu e não outra é, portanto, um mosaico de fontes e reconstituições de cenas, episódios, momentos da vida de Hilda Hilst. Ao fim, a personagem revela-se intensa e ousada, como a conhece a maioria de seus leitores, mas, também, profundamente humana em seus questionamentos e relações.

    Sobre as autoras

    Laura Folgueira é tradutora e pesquisadora de literatura brasileira. Formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero em 2006, concluiu uma pós-graduação em literatura brasileira na PUC-SP em 2009, onde estudou a construção dos personagens no livro A obscena senhora D, de Hilda Hilst, em uma monografia intitulada Construção da personagem e derrelição na linguagem. Desde então, preparou e traduziu livros para inúmeras editoras e criou o projeto #KDmulheres, dedicado a promover a visibilidade das mulheres escritoras em publicações e eventos. Em 2017, concluiu um Mestrado em Letras e Estudos da Tradução na Universidade de São Paulo (USP), também dedicado a pesquisar a obra de Hilda Hilst – desta vez, a forma como a autora estava sendo publicada e recebida nos Estados Unidos.

    Luisa Destri, pesquisadora e professora, é coautora de Por que ler Hilda Hilst (Globo, 2010) e organizadora da antologia Uma superfície de gelo ancorada no riso (Globo, 2011), com escritos da mesma autora. Atuou como consultora da Ocupação Hilda Hilst, organizada pelo Itaú Cultural em 2015. Jornalista formada pela Cásper Líbero em 2006, é mestra em Teoria e História Literária pela Unicamp, com a dissertação De tua sábia ausência – a poesia de Hilda Hilst e a tradição lírica amorosa (2010), e doutora em Literatura Brasileira pela USP, com a tese O campo artístico do homem – e a mulher e o sujeito lírico na poesia de Murilo Mendes (2016). Ministra cursos livres sobre escrita e literatura e tem textos publicados em diversos veículos, acadêmicos e para o público em geral.



    Lançamentos do Grupo Autêntica

    Olá amigos leitores, tudo bem com vocês?
    Depois de muito tempo longe, fruto da correria louca desta vida e de muito trabalho, cá estou eu para trazer as novidades do Grupo Autêntica para este mês de abril. Tem muita coisa boa: quadrinhos, filosofia, literatura e obras de referência! Vamos conhecer?

    Caixa O belo perigo e A grande estrangeira, Michel Foucault



    Conheci Foucault na época da faculdade de Pedagogia e foi amor à primeira vista. O cara é simplesmente demais e o seu legado traz base para a compreensão do mundo em que a gente vive nas suas mais variadas facetas. Dei pulos de alegria ao saber que a Autêntica traz agora duas das obras de Foucault que ainda não haviam sido publicadas no Brasil em uma bela caixa e uma apresentação fantástica, como a Autêntica tem feito em várias edições. 

    O belo perigo e A grande estrangeira não são textos filosóficos convencionais, têm a singularidade de proporcionar ao leitor uma rara chance de apreciar um dos maiores filósofos contemporâneos falando de si na primeira pessoa e de conhecer um pouco da sua relação com a escrita, a leitura e a literatura. A partir desses textos, manifesta-se um Michel Foucault até então invisível para os leitores, que certamente farão uma (re)descoberta da sua obra.

    A grande estrangeira traz registros de intervenções orais de Foucault, realizadas entre 1963 e 1970, que permitem descobrir seu lado leitor – voraz, exigente e brilhante –, além de sua complexa, crítica e estratégica relação com a literatura. Os primeiros textos são transcrições de dois programas de rádio transmitidos em janeiro de 1963, dedicados à linguagem da loucura, em que o filósofo cita Shakespeare, Cervantes, Diderot, Artaud, Leiris, Sade, entre outros, além de documentos históricos referentes às práticas sociais diante da loucura.