Dorothy on the Rocks, Barbara Suter
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Resenha
Maggie Barlow é uma mulher de 41 anos, solteira, sem filhos e que mora sozinha. Sua vida de sucesso ainda não começou e ela trabalha para uma companhia teatral encenando personagens infantis como a Dorothy de O mágico de Oz ou a Branca de Neve.
Nesta vida fracassada e até mesmo engraçada, Maggie afoga suas mágoas e frustrações em largos goles de uísque, de preferência “on the rocks” e nos fortes e belos músculos de homens geralmente mais novos, onde ela encontra sexo e um pouco de carinho.
Num desses encontros fugazes ela conhece Jack, um fofo que a deixa encantada e terminam se vendo outras vezes, num interrogativo romance. O livro é isto. A personagem é muito engraçada e existem cenas que parecem ser parte de um desses filmes de sessão da tarde. Leves e muito engraçadas. Maggie é insegura e cheia de culpas, uma Dorothy que se esconde atrás dos cigarros e do álcool diante do difícil desafio de crescer.
A história em si é interessante, mas a escrita de Barbara Suter não flui e existem trechos demasiadamente descritivos que poderiam muito bem ser suprimidos. O final consegue melhorar um pouco, mas na maior parte a leitura se torna monótona e isso tira um pouco da expectativa de continuar lendo. Alguns detalhes são bastante interessantes como algumas notas que aparecem na página em forma de post-its, como conselhos que a própria Maggie dá a si mesma e o cãozinho lindo que é o Sr. Ed, grande companheiro de Maggie.
Além disso, há a presença de Goodie, a sua fada-drag, que é uma representação de seu amigo que faleceu de aids. Acho que a autora tentou fazer um chick-lit, desistiu e emendou num possível romance, mas no final não saiu nem uma coisa e nem outra.Vale ressaltar que este é o primeiro romance de Barbara Suter. Ela é atriz e mora em Nova York.
Conversa Kids #1 - O Colecionador de Pedras, Prisca Agustoni
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Esta é uma história de amizade e ternura. É a história de Ambaye, um garoto pobre que vivia com seus pais e sete irmãos numa casa...bem, um improviso de casa. Paciente e sereno, ele aprendeu com os seus ancestrais o poder da palavra e a arte de reconhecer e contemplar as belezas da natureza. Ambaye gostava de tudo, mas se encantava mesmo era com as pedras. Fazia delas seus brinquedos e encontrava nelas "uma mansidão que acalmava o seu coração". Em suas andanças pela mata à procura de pedras Ambaye conhece Noemia, uma linda moça que veio do Norte, onde a sua aldeia foi despovoada. Noemia era saudade e tristeza. Ambaye tenta de todas as formas trazer uma alegria para esta alma tão cansada. Faz vários presentes, pintando e enchendo as suas pedras de cores e alegria. Mas o esforço é inútil , pois nada alegra Noemia. E agora, o que fazer? E é na palavra dita, na fantasia, na criação de mundos e sonhos que Ambaye consegue encontrá-la e trazer para ela um sopro de alegria.
Prisca Agustoni encanta-nos neste livro, que é uma história cheia de ternura e poesia. É o que eu costumo chamar de "história de criança para adulto ler". A autora tem uma forma ímpar de contar histórias, o que se pode chamar de prosa poética. As ilustrações de André Neves são lindas e fazem par com a ternura que o livro traz. É um encontro perfeito! Além disso, o livro ainda contempla as questões sobre a cultura africana e afro-brasileira. Fiquei encantada com ele e recomendo para os pequenos e os grandinhos também!
Promoção 100 Seguidores!
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Promoção
Olá queridos amigos leitores!Para começar com o pé direito, nada melhor que uma boa promoção, não é? Pois bem, o Conversa de Livro irá sortear para vocês o livro Questões do Coração, da Editora Novo Conceito mais marcadores diversos. O livro é da diva Emily Giffin, (eu sou suspeita para falar) e eu ainda não li mas só ouço muitos comentários e resenhas boas sobre ele. Vejam a sinopse:
Tessa Russo é mãe de duas crianças e esposa de um renomado cirurgião pediatra. Apesar dos avisos de sua mãe, Tessa recentemente abriu mão de sua carreira pra se focar na família e na busca da felicidade doméstica. Ela parece destinada a viver uma boa vida. Valerie Anderson é advogada e mãe solteira de Charlie que tem apenas 6 anos e nunca conheceu o pai. Depois de muitas decepções, ela desistiu do amor - e até mesmo das amizades - acreditando que é sempre mais seguro não ter muitas expectativas. Embora as duas mulheres vivam no mesmo subúrbio de Boston, elas tem muito pouco em comum além do amor pelos filhos. Mas numa noite, um trágico acidente faz suas vidas se encontrarem de um jeito inesperado. Em uma história alternativa e com vários pontos de vista, Emily Giffin nos emociona com um livro luminoso em que boas pessoas são pegas em circustâncias insustentáveis. Cada um sendo testado de maneiras que nunca pensaram ser possível. E cada um deles descobrindo o que realmente importa.
Para ganhar este livro as regras são muito simples:
1.Seguir o blog através do Google Friend Connect
2. Comentar neste post para validar a sua participação
3. Ter um endereço de entrega no Brasil
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Pronto, você já está concorrendo. Muito simples, não é? Quer chances extras?
Divulgar a seguinte frase no twitter lhe dá uma chance extra para cada divulgação:
Eu vou conhecer o talento de Emily Giffin no livro Questões do Coração com a @ilmaralina e o blog Conversa de Livro! http://bit.ly/o6V3uO
Para cada nova divulgação preencha novamente o FORMULÁRIO indicando o link. (máximo de 4 vezes por dia para evitar spam).
O sorteio será realizado pelo random.org assim que o blog atingir 100 seguidores e será divulgado aqui no blog e no twitter. A pessoa sorteada terá que entrar em contato no prazo de 48h a partir da data de divulgação do resultado. Dúvidas podem ser tiradas pelo e-mail: conversadelivro@gmail.com
Não sou este tipo de garota, Siobhan Vivian
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Resenha
Romance, Adolescência, Amizade e Identidade. O livro escrito por Siobhan Vivian traz uma leve mistura destes elementos e reproduz os grandes questionamentos de uma fase onde se muda de ideia como se muda de roupa. Natalie Sterling é uma adolescente de 17 anos e um modelo de garota. Está no último ano do Ensino Médio na Academia Ross e é do tipo de garota comportada, excelente notas, atuante em todas as ações da Escola e candidata a presidente do Conselho Estudantil. Tem como sua única e melhor amiga Autumm, que conhece desde muito tempo e que está sempre ao seu lado para todas as coisas, embora nem sempre tenha o mesmo “empenho” e entusiasmo para ser tão aplicada e estudiosa quanto Natalie. Com apenas 14 anos e uma tremenda vontade de colocar a “bunda de fora” Spencer Biddle era oposto de Natalie. Sensual e provocante, ela acredita que pode fazer o que quiser com o seu corpo e ficar com quantos garotos achar conveniente ficar. Isso só mostraria a ela o domínio que possui sobre eles. Com o seu jeitinho despojado Spencer termina se metendo em encrencas que levam a uma suspensão e Natalie, como toda boa samaritana e por também ter sido babá de Spencer no passado, corre em seu auxílio. Ela quer mostrar a ela que o seu tipo de comportamento não é certo e que precisa de orientação. “Havia algo de errado com as garotas de minha idade”.
A partir daí o livro se desloca em dois grandes blocos: De um lado Spencer e sua contagiante vontade de dançar e curtir a vida adoidado e do outro a correta e irrepreensível Natalie, que parece ser imune aos grandes arroubos da adolescência. Mas seria isso mesmo? Até onde os sentires de Natalie e Spencer se cruzavam? É o que vai mostrar a descompromissada escrita de Siobhan Vivian a partir do momento que Natalie se sente envolvida por Connor e isso começa a fazer com que ela questione as suas próprias convicções e atitudes. Inicialmente achei o enredo muito previsível, mas a autora nos traz algumas surpresas bem interessantes quando retrata as mudanças pelas quais Natalie vai passar e o seu romance com Connor. Achei ele um fofo!
É uma leitura divertida e que flui rapidamente. Este livro inaugura o selo Novo Conceito Jovem. Possui uma diagramação boa, com lindos desenhos de arabescos no início de cada capítulo e páginas amarelas. O livro conta também com notas de rodapé trazidas pelo tradutor que ajudam a contextualizar um pouco do universo adolescente americano. Achei isso interessante. Só precisa ter um pouco mais de cuidado com a revisão. Apesar de não ter achado nenhum erro de revisão nos últimos livros que li da Novo Conceito, neste achei três erros ortográficos. No mais, para quem quer rir e se entreter é uma ótima pedida! Recomendo!
Conversa de Cinema #1 - O Homem do Futuro
Uma fórmula antiga, diria que até bem clichê; mas que somada ao talento do diretor e roteirista Cláudio Torres e à maestria da atuação de Wagner Moura resulta num filme de primeira ordem. Assim é O Homem do Futuro. Um romance engraçado, com doses generosas de humor e uma pitada de ficção científica.
O filme nos conta a história de João (“carinhosamente” apelidado de Zero), um professor de física, sozinho, solteiro e frustrado. Tudo por causa de um acontecimento ocorrido em sua juventude e que ele nunca mais esqueceu. Zero foi humilhado pela mulher que amava (Alinne Moraes) e desde então a sua vida focou-se no trabalho, mas ele nunca a esqueceu. Com a intenção de construir um acelerador de partículas, Zero termina criando uma máquina do tempo e é levado para o exato momento onde a sua vida foi transformada. E ele tem a chance ímpar de ‘consertar’ o seu passado para ter o futuro que tanto deseja.
De modo semelhante a outros filmes do gênero, em O Homem do Futuro Zero tem a plena consciência do que está acontecendo com ele e embora viaje no tempo, a mesma permanece inalterada. Assim, temos o confronto entre os vários “eus” do personagem, momento que nos rende ótimas gargalhadas e também nos põe para pensar. Será que vale a pena voltar ao passado para mudar o futuro? Só vendo o filme para saber.
Além do excelente roteiro de Cláudio Torres, o que se destaca no filme é a atuação de Wagner Moura. O papel foi feito sob medida para ele e não foi á toa. Wagner consegue interpretar de forma magnífica as três versões dele mesmo e, além disso, nos presenteia com a leveza de quem não está fazendo a mínima força para que isto aconteça. O filme cativa-nos pela diversão, pelo romance e pela alusão ao tempo. Achei o filme uma suave e interessante metáfora sobre o tempo e sobre a nossa mania cartesiana de “consertar” as coisas. Às vezes elas estão ali e precisam ser do jeito que exatamente são. Ainda que não sejam da maneira como esperamos. Como já dizia Zero: “A vida é enfrentar problemas. Não há vida sem problemas.”
Trailer do Filme:
Trailer do Filme:
Menina Morta Viva, Elizabeth Scott
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Angústia. Esta é a palavra que traduz os dois dias em que me dediquei à leitura deste livro. É um livro pequeno, de apenas 169 páginas e de capítulos curtos, mas tive que parar diversas vezes para respirar, para sair da narrativa impactante e incômoda de Elizabeth Scott. O livro conta a história de “Alice”, hoje com quinze anos, mas que um dia, há exatos cinco anos, foi uma menininha comum e normal como todas as outras de sua idade. Desde que conheceu Ray. E neste dia uma parte dela morreu.
"Pareço esquisita. Pareço morta. Não estou, entretanto. Só em parte. Uma menina morta-viva. Estou assim há cinco anos".
Foi um dia alegre, ela estava junto com a sua turma num zoológico aquático. Não quis emprestar o seu gloss novo com sabor de baunilha às suas colegas e terminou ficando sozinha por causa disso. E foi ai que apareceu um homem avisando que as suas colegas a estavam esperando na sala de cinema. Este homem era igual a todos os outros, frio, vestido com uniforme azul, igual aos outros funcionários do parque. Não parecia um tarado, não tinha cara de pedófilo. E “Alice” o segue. Trilha os últimos passos de sua liberdade.
“Abro os olhos, vejo uma garota toda machucada, sangue seco nas coxas. Manchas marrom-avermelhadas na junta impúbere entre elas. (...) Foi assim que nasci. Nua, sem pelos, coberta de sangue como um bebê. Batizada, banhada e arrancada para o mundo”.
O livro mostra “Alice” cinco anos depois. Ela já é uma adolescente, mas esconde o seu corpo por baixo dos maus-tratos que estes anos lhe impuseram: violência sexual, violência física, fome, e o pior: violência psíquica. Ray não quer que “Alice” cresça, ele a quer para sempre a sua menina.
“Não crescer nunca. Talvez funcione em historinhas infantis. Tente dizer isso enquanto uma mão quente e pesada a belisca para se certificar de que você ainda é uma criança. Tente dizer isso quando é impedida de crescer, quando está presa para sempre no que outra pessoa quer que você seja. “
Não parece que há como piorar, mas a ideia que Ray tem é de arranjar outra “Alice” e formar uma família. No início, Alice espera que se ela o ajudar a encontrar a nova garota ele irá libertá-la, ou pelo menos, finalmente, tirar a própria vida, mas ao invés disso Ray diz a ela que ela vai treinar a nova Alice a seu gosto. O resto só lendo para descobrir.
O livro tocou-me pela veracidade e ao mesmo tempo frieza com que as descrições são feitas. A dor de Alice, o seu desespero, seus sentires parecem saltar das páginas. A violência é inimaginável e a forma como é descrita faz do livro uma obra ímpar e de grande impacto. O livro é belíssimo, desde a capa até a última página. Não foi novidade para mim, pois a Editora Underworld, que publica os livros da autora aqui no Brasil tem uma trabalho de primeiríssima qualidade. A versão original foi publicada em 2008 e ganhou vários prêmios, dentre eles o YALSA Best Book for Young Adults em 2009 e o YALSA Popular Paperback, em 2010.
Site oficial da autora: http://www.elizabethwrites.com
Página do livro no facebook:
http://pt-br.facebook.com/MeninaMortaViva
Página do livro na Editora Underworld: http://editoraunderworld.wordpress.com/category/elizabeth-scott/
Promoção Menina Morta Viva!
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O Blog Conversa de Livro vai me proporcionar fortes emoções com o livro @MeninaMortaViva! http://bit.ly/pfwoFo
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Boa Sorte!
Começando pelo começo...
Aprendi a ler com quatro anos e neste dia, com certeza, o mundo ficou maior para mim. Ler tornou-se uma grande paixão e os livros, grandes amigos. Fiquei fascinada com a descoberta da blogosfera literária. Conheci pessoas, autores, sites e blogs fantásticos. E fiquei com muita vontade de ter um. Numa de minhas andanças, conheci o Vida de Leitor, o blog do meu amigo Bruno. Amei e me tornei seguidora. Numa de nossas conversas, ele me convidou para fazer parte do blog dele. Aceitei de imediato e passei momentos bem legais, com muitas descobertas e informações preciosíssimas! Só que meu tempo encurtou e eu não pude cumprir com os meus prazos e responsabilidades e tive que deixar o Vida de Leitor. Fiquei super triste com a minha saída, mas permaneci com a mesma vontade de compartilhar com as pessoas as coisas que leio, sinto e penso. Então pensei em criar um blog meu, onde eu pudesse expressar-me de uma maneira mais pessoal e ter uma conversa de livro diretamente com as pessoas. E cá estou eu! Vale ressaltar que eu não entendo nada de blogs, desta parte mais técnica, digamos assim. Contei a ajuda preciosa da minha amiga Paula, do blog Sombra do Vento. Estou aprendendo devagar, mas sempre. Não sei se poderei postar todos os dias e não sei até onde vou com este blog mas expresso aqui um desejo do meu coração e acho que este é o primeiro grande passo para fazer uma coisa dar certo. É isso. Convido você para esta conversa, cheia de palavras, sentires, autores, formas e tons. Convido você para uma... Conversa de Livro!













