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  • Lançamento: Eu e não outra - a vida intensa de Hilda Hilst


    Eu e não outra: a vida intensa de Hilda Hilst é o primeiro perfil biográfico da autora lançado no mercado editorial. Com episódios relatados por fontes próximas a Hilda Hilst durante toda a vida, além de documentos históricos, o livro traz um panorama da vida da escritora desde seu nascimento e a história de sua família, em Jaú, até sua morte, na Casa do Sol, Campinas, em 2004.

    A pesquisa foi realizada durante dois anos, e contou com cerca de quarenta entrevistas feitas pessoalmente pelas autoras – formadas em jornalismo e especializadas em literatura e na obra de Hilda Hilst. No percurso de pesquisa e escrita do livro, Laura Folgueira e Luisa Destri conversaram com familiares das famílias de Apolônio Hilst (o pai) e Bedecilda Vaz Cardoso (a mãe) – incluindo o irmão, Ruy Vaz Cardoso –; com Dante Casarini, ex-marido de Hilda; com amigos, editores, ex-namorados. Dentre outros depoimentos importantíssimos, destacam-se aqueles dados por figuras muito próximas a ela e, hoje, falecidas, como o editor Massao Ohno; o amigo e escritor José Luiz Mora Fuentes; o também amigo e jornalista J. Toledo; o músico Almeida Prado, primo de Hilda.

    A pesquisa, porém, não parou por aí: as autoras realizaram inúmeras visitas à Casa do Sol (antes da criação do Instituto Hilda Hilst) e ao arquivo de Hilda Hilst no Cedae, da Unicamp. Lá, vasculharam os diários da escritora, que fornecem informações fundamentais para os episódios narrados em Eu e não outra. Também foram fontes valiosas as inúmeras entrevistas concedidas por Hilda durante sua vida, bem como críticas e notícias pertinentes – todas detalhadas na bibliografia, cobrindo um período de 1949 a 2006. Por fim, as autoras do livro fizeram, ainda, uma viagem a Jaú – cidade natal da personagem –, reunindo elementos como certidões de nascimento, histórias sobre a família Almeida Prado, escrituras de fazenda.

    Para a publicação agora, anos depois da pesquisa original, o livro foi revisto e atualizado, tendo em vista especialmente a repercussão que a obra de Hilda Hilst ganhou após sua morte. Por isso, conta com um posfácio em que as autoras abordam não apenas como se deu a criação da narrativa, mas também como se desenvolveu, depois disso, sua relação profissional com a biografia e a obra de Hilda Hilst. Eu e não outra é, portanto, um mosaico de fontes e reconstituições de cenas, episódios, momentos da vida de Hilda Hilst. Ao fim, a personagem revela-se intensa e ousada, como a conhece a maioria de seus leitores, mas, também, profundamente humana em seus questionamentos e relações.

    Sobre as autoras

    Laura Folgueira é tradutora e pesquisadora de literatura brasileira. Formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero em 2006, concluiu uma pós-graduação em literatura brasileira na PUC-SP em 2009, onde estudou a construção dos personagens no livro A obscena senhora D, de Hilda Hilst, em uma monografia intitulada Construção da personagem e derrelição na linguagem. Desde então, preparou e traduziu livros para inúmeras editoras e criou o projeto #KDmulheres, dedicado a promover a visibilidade das mulheres escritoras em publicações e eventos. Em 2017, concluiu um Mestrado em Letras e Estudos da Tradução na Universidade de São Paulo (USP), também dedicado a pesquisar a obra de Hilda Hilst – desta vez, a forma como a autora estava sendo publicada e recebida nos Estados Unidos.

    Luisa Destri, pesquisadora e professora, é coautora de Por que ler Hilda Hilst (Globo, 2010) e organizadora da antologia Uma superfície de gelo ancorada no riso (Globo, 2011), com escritos da mesma autora. Atuou como consultora da Ocupação Hilda Hilst, organizada pelo Itaú Cultural em 2015. Jornalista formada pela Cásper Líbero em 2006, é mestra em Teoria e História Literária pela Unicamp, com a dissertação De tua sábia ausência – a poesia de Hilda Hilst e a tradição lírica amorosa (2010), e doutora em Literatura Brasileira pela USP, com a tese O campo artístico do homem – e a mulher e o sujeito lírico na poesia de Murilo Mendes (2016). Ministra cursos livres sobre escrita e literatura e tem textos publicados em diversos veículos, acadêmicos e para o público em geral.



    Nova Parceria: In Media Res Editora

    Olá, amigos leitores! Tudo bem com vocês? 

    Tirando as teias de aranha do blog e aproveitando também para contar para vocês uma novidade muito boa. O blog fechou uma parceria com a Editora In Media Ares. É uma editora nova, com foco na produção nacional. Uma editora independente, que se propõe a trazer diferentes gêneros e autores novos para dar uma reviravolta nesse mercado editorial tão na mesmice. Vamos saber um pouco mais?

    A In Media Res  é  uma editora com foco no autor nacional. Junto com seus selos, Sabor de Leitura e Educatoris,  buscamos atender o autor de forma global e diferenciada, desde a chegada do original à editora até o seu posicionamento no mercado. A editora preza também pela venda e divulgação dos livros dos autores e se responsabiliza em inscrevê-los em prêmios literários. A In Media Res foi lançada na FLINF - Festival Literário de Nova Friburgo -, em 2017. À frente da editora, estão Ana Beatriz Manier e Amanda Lobosco, duas mulheres empoderadas e super antenadas com todo o movimento artístico que nos cerca. Ana Beatriz, inclusive, foi uma das organizadoras da FLINF e é autora da biografia do famoso biscoito Globo, “Ó, o Globo: a história de um biscoito” (Ed. Valentina), além do “Te ajudarei a ir, se quiseres”, sua obra mais recente, lançada pela própria In Media Res. Amanda, por sua vez, administra a Sabor de Leitura, livraria aconchegante que se localiza bem no Centro de Nova Friburgo.

    A editora publica diversos gêneros, mas dentre os disponíveis para a resenha, escolhi um livro de poesia (que vocês já sabem que é o meu queridinho) e em breve ele vai chegar e contarei um pouco mais. Enquanto ele não chega, vou dar um aperitivo aqui para vocês. 

     Canção da mulher que virou barco 

    O lançamento da InMediaRes é um convite a atravessar a perigosa e deliciosa rota da autodescoberta feminina Canção da mulher que virou barco (InMediaRes) é o livro da poeta e professora de filosofia Iracema Macedo, que reúne poemas sobre chamamento (canção), sobre as muitas mulheres que habitam uma só (mulher), e ainda sobre as paisagens, viagens, corpos que elas incorporam durante a trajetória (barco), que pode ser de toda uma vida ou de apenas um breve destino. 

    A travessia da mulher que virou barco é uma das leituras ofertadas pela obra dividida idilicamente em 13 fases que contém várias etapas dessa transformação: o chamamento, quando há uma intuição latente clamando e uma opção de escuta se desenhando; a mulher se definindo, deixando o porto, e a mulher se transformando no que se permitiu perceber e percorrer. 

    Canção da Mulher que virou barco é um convite a atravessar a perigosa e deliciosa rota da autodescoberta, do feminino, do amor e do desamor que compõem estas paisagens perpassadas por brisas e tempestades, por calmaria, afogamentos, voltas à tona e mergulhos... Iracema Macedo oferece esta travessia intuitiva e recompensadora, como a das mulheres que correm com os lobos. 





    Iracema Macedo é professora e poeta. Tem graduação e mestrado em filosofia e atualmente leciona no Instituto Federal Fluminense, IFF, no estado do Rio de Janeiro. Entre seus livros, destacam-se: Lance de dardos (2000) e Invenção de Eurídice (2004), Poemas inéditos e outros escolhidos (2010), Cidade Submersa (2015). 

    As coisas que fazemos por amor, Kristin Hannah



    Sinopse: Caçula de três irmãs, Angela DeSaria já tinha traçado sua vida desde pequena: escola, faculdade, casamento, maternidade. Porém, depois de anos tentando engravidar, o relacionamento com o marido não resistiu, soterrado pelo peso dos sonhos não realizados. Após o divórcio, Angie volta a morar na sua cidade natal e retorna ao seio da família carinhosa e meio doida. Em West End, onde a vida vai e vem ao sabor das marés, ela conhece a garota que mudará a sua vida para sempre. Lauren Ribido é uma adolescente estudiosa, bem-educada e trabalhadora. Apesar de morar em uma das áreas mais decadentes da cidade com a mãe alcoólatra e negligente, a menina sonha cursar uma boa faculdade e ter um futuro melhor. Desde o primeiro momento, Angie enxerga em Lauren algo especial e, rapidamente, uma forte conexão se forma: uma mulher que deseja um filho, uma menina que anseia pelo amor materno. Porém, nada poderia preparar as duas para a repercussão do relacionamento delas. Numa reviravolta dramática, Angie e Lauren serão testadas de forma extrema e, juntas, embarcarão em uma jornada tocante em busca do verdadeiro significado de família.

    Olá, amigos leitores! Tudo bem com vocês?

    Quando vejo um  livro da Kristin Hannah eu nem demonstro interesse em ler a sinopse...Peço no escuro, leio no escuro e até hoje não me decepcionei. Esta é uma autora que gosto muito e que tenho enorme prazer em ler, sentir e pensar com as suas narrativas. Os personagens e as suas histórias são envolventes e trazem sempre temas muito próximos e significativos para as nossas vidas. Eu gosto de livros assim, que nos põem para pensar.

    Em As coisas que fazemos por amor temos a oportunidade de conhecer Angela DeSaria. Angie é a caçula de três irmãs e faz parte de uma família de origem italiana, o que podemos chamar de “A Grande Família”. Barulhentos, emotivos, agitados e dando palpites o tempo todo, os DeSaria são também amorosos e acolhedores como toda grande família deve ser.  

    Angie é uma mulher metódica, senhora de sua própria vida, que renega um pouco esse jeito tão expansivo de sua família. Sempre soube o que queria de sua vida e planejou a profissão, o casamento e claro, os seus filhos. Casada com Conlan, ela buscava também construir a sua própria família. Só que nem tudo saiu conforme tinha planejado, essa é grande frustração dos metódicos. A vida é de viés, já dizia o poeta e Angie viu os seus sonhos, o seu casamento e sua almejada maternidade desmoronando.

    Lançamento: O gato e as orquídeas, de Kwong Kuen Shan


    TítuloO GATO E AS ORQUÍDEAS
    Autora: Kwong Kuen Shan
    Tradução: Denise Bottmann
    Editora: Estação Liberdade
    Formato: 17 x 17 cm / 96 páginas / Colorido
    ISBN: 978-85-7448-296-5
    Preço: R$ 25,00
    Depois de O gato zen e O gato filósofo, a maravilhosa arte de Kwong Kuen Shan está de volta em O gato e as orquídeas! Esta coleção, com 40 novas aquarelas, evoca os gatos e a sabedoria de seus modos, aliados a um novo elemento: a beleza e a energia silenciosa das flores.
    As pinturas são acompanhadas de textos: poemas, provérbios ou trechos populares da milenar tradição chinesa, pelos sábios Hung Ying-Ming, Cao Xueqin e Han Yu, entre outros.
    Como outros pintores da escola tradicional chinesa, Kuen Shan busca retratar o Qi — vitalidade, espírito — dos seus temas. A partir da observação atenta e da reflexão, brotam as imagens. A artista atrai o observador, convidando a entrar na obra e procurar a história que se desenrola para além do que veem os olhos.
    Em O gato e as orquídeas, as flores — com destaque para as orquídeas, mas não só — vêm para dar um toque a mais de significado e graciosidade nas cenas de felinos retratadas pela artista. Apresentando mais detalhes sobre o simbolismo e as sutilezas de suas amigas plantas — o girassol, por exemplo, é a amiga otimista, enquanto a lótus é a amiga pura — a autora nos mergulha mais uma vez em uma inesgotável fonte de deleite, reflexão e encantamento.
    Confira algumas citações:


    “Quem procura a perfeição em tudo
    Jamais encontrará a felicidade. (Cao Xueqin)” [p. 16]

    “Se alguém a engana, não alardeie.
    Se alguém a humilha, não se mostre aborrecida.
    Isso lhe dá uma fonte de humor.
    E lhe dá uma vantagem sobre eles. (Hung Ying-Ming)”[p.26]


    “O sentido da vida não consiste em superar os outros,
    E sim em superar a si mesmo. (Provérbio chinês)”  [p. 52]

    “A vida, curta ou longa, é completa.
    Viva todos os momentos, e ela pode ser perfeita.
    (Ensinamento zen)” [p. 60]

    Sobre a autora:
    Kwong Kuen Shan é uma artista e escritora natural de Hong Kong. Kuen Shan estudou inglês e chinês clássico em seu país natal antes de se radicar em Londres. Atualmente, vive com o marido Christopher e o gato Joseph em uma pequena cidade no País de Gales, onde pinta, escreve e ensina arte chinesa.
    Seus temas preferidos são animais domésticos, vida selvagem, flores e paisagens. Nas horas livres, cozinha, toca piano (um pouco), cuida do jardim (bastante) e mima Joseph (muito!). Além de exposições locais, seus trabalhos foram destacados recentemente em mostras em Paris e Milão. É autora também de O gato filósofo e O gato zen, ambos publicados pela Estação Liberdade (2015).