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  • Pensei que fosse verdade, Huntley Fitzpatrick

    Sinopse: Gwen Castle nunca quis tanto dizer adeus à sua ilha natal quanto agora: o verão em que o Maior Erro da Sua Vida, Cassidy Somers, aceita um emprego lá como faz-tudo. Ele é um garoto rico da cidade grande, e ela é filha de uma faxineira que trabalha para os veranistas da ilha. Gwen tem medo de que esse também venha a ser o seu destino, mas, justamente quando parece que ela nunca vai conseguir escapar do que aconteceu – ou da ilha –, o passado explode no presente, redefinindo os limites de sua vida. Emoções correm soltas e histórias secretas se desenrolam, enquanto Gwen passa um lindo e agitado verão lutando para conciliar o que pensou que fosse verdade – sobre o lugar onde vive, as pessoas que ama, e até ela mesma – com o que de fato é.


    Pensei que fosse verdade
    Huntley FitzPatrick
    Tradutora: Heloísa Leal
    Ano: 2016 
    Páginas: 335
    Editora: Valentina

    O que você vai ser quando você crescer? Esta é uma pergunta que ouvimos desde que somos bem pequenos e desde então já se instaura em nós esse desejo do sucesso e de ser diferente também da realidade em que fomos criados. A adolescência é a fase em que esse desejo e mais mil outras coisas batem acelerado em nosso coração e tudo acontece ao mesmo tempo e sem trégua. Com Gwen Castle não foi diferente.

    Ela tem 17 anos e é descendente de imigrantes portugueses. Vive com sua família na pequena ilha Seashell, muito procurada no verão para turismo. É a filha mais velha e ainda faz pequenos trabalhos para também ajudar a família, composta pelo pai, que é dono de uma lanchonete; a mãe, que é faxineira; o irmão, que tem necessidades especiais e há também o avô e o primo. Embora todos os personagens familiares não pertençam ao mesmo núcleo, podemos enxergar uma família forte, nutrida por laços de cuidado, apesar dos desencontros que sempre fazem parte do cotidiano.

    Lançamento: Maria e Eu, de Vanda Amorim

    Uma mulher é estuprada a cada 11 minutos no Brasil, de acordo com pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Mas como apenas 30 a 35% dos casos de violência sexual são registrados, pode ser que essa relação seja "de um estupro a cada minuto", de acordo com Samira Bueno, cientista social e diretora do FBSP. O último dado sobre isso aponta que o país registrou, em 2015, 45.460 casos de estupro, sendo 24% deles nas capitais e no Distrito Federal.

    Retratando essa realidade tão cruel e forte, Maria e Eu, obra da advogada Vanda Amorim que acaba de ser publicada pela Editora Letramento, traz um diálogo emocionante e sensível entre a jovem Maria e o leitor. Vítima de abandono e tortura sexual, a personagem narra detalhes impactantes sobre sua trajetória de vida, além da luta que enfrentou para superar o passado e recomeçar.

    De origem simples e moradora de uma comunidade carioca, Maria sofria abuso sexual do padrasto desde os quatro anos de idade. Aos 12, a mãe deu a ela um prazo: a adolescente tinha dois anos para sair de casa. Abandonada, aos 14, e grávida de um filho que não queria, foi jogada a própria sorte.

    "Com a barriga vazia de comida e cheia de uma criança que eu não queria, perambulei por horas pelas ruas do Rio de Janeiro, sem saber que rumo dar à minha história. Foi triste e humilhante. Passei o meu aniversário na rua, sem roupa, sem comida, sem dinheiro e sem nem um fio de esperança". (p. 34)

    Mas, afinal, como aceitar a gravidez e um filho fruto de uma violência sexual e de anos e anos de abuso? Com uma linguagem acessível e envolvente, Vanda expõe, com muita delicadeza, a trajetória de uma jovem, vítima de um sofrimento motivado pelo abandono social, que favorece a brutalidade e a selvageria.

    Batom no Dente, Maria Helena Mossé

    Sinopse: A mulher e suas dúvidas, amores e dissabores. Batom no dente,  livro de estreia da escritora e psicanalista Maria Helena Mossé, como o título sugere, traz uma galeria de personagens femininos em situações de insatisfação, inadequação ou expectativa. Afinal, o que querem as mulheres?, indagaria o fundador da psicanálise, Sigmund Freud. A autora não tenta responder, mas apresenta, através de sua prosa madura e elegante, rica em recursos narrativos, protagonistas de variadas idades e classes sociais – inclusive dois homens preocupados com o que as mulheres e os amigos pensam deles – que se inquietam, questionam e se movem em busca de realizar seus desejos. Como a moça do interior que ascende a dondoca na Barra da Tijuca e vai procurar a amiga que a desafia, a ex-esposa que finalmente se livra do jugo subliminar do ex-marido, a mulher casada e entediada que sai para passear com o cachorro numa noite chuvosa e vislumbra um grande amor.

    O principal motivo que me levou a ler o livro de Maria Helena Mossé foi o fato de sua matéria-prima ser o feminino. Seus personagens são mulheres de todos os tipos e idades e seus dilemas, sonhos, desejos e vidas. Além disso, o gênero escolhido pela autora sempre me fascinou. 

    O conto traz essa brevidade e ao mesmo tempo exige uma proeza da narrativa para que você entre e saia daquela história e consiga absorve-la, senti-la, apreendê-la de modo satisfatório e convincente. Então, definitivamente, escrever contos não é uma tarefa fácil, ainda mais quando se é uma estreante, como é o caso de Mossé.

    Leitura Compartilhada: Ifigênia, Teresa de La Parra


    Olá, amigos leitores!

    Tudo bem com vocês? Ainda na onda dos projetos para 2017, venho hoje convidá-los para um projeto de leitura compartilhada onde leremos o livro Ifigênia, de Teresa de La Parra. Vou explicar aqui direitinho como irá funcionar e espero que possamos trocar ótimas ideias sobre este livro que foi considerado um clássico feminista. 

    Um pouco mais sobre o livro:

    Na mitologia grega, Ifigênia é filha de Agamemnon e Clitemnestra. A menina foi sacrificada para que os soldados gregos pudessem prosseguir para a guerra de Tróia. A evocação feita já no título do livro de Teresa de la Parra, publicado pela primeira vez em 1924, aponta uma das principais questões do livro: mostrar como a vida de várias meninas era adaptada para se encaixar em uma sociedade patriarcal.
    O livro é narrado por Maria Eugênia — que nasceu na Venezuela, mas se muda, ainda criança e órfã de mãe, com seu pai para Paris. Ela estuda durante muitos anos em um colégio de freiras, onde é poupada “do mundo”, até que seu pai morre e a família decide que ela deve voltar para Caracas.
    Entre a morte do seu pai e data da viagem de volta, Maria Eugênia passa alguns meses em Paris, conhecendo a cidade que antes não era aberta para ela. Nesse momento, se apaixona pela moda e pela maquiagem, além de desenvolver uma certa liberdade de pensamento e de ir e vir.
    Ifigênia é sobretudo uma história de amadurecimento. Acompanhamos a formação de ideias e opiniões de uma jovem que precisa conciliar suas vontades com o que a sociedade espera e aceita dela, em um momento em que esses aspectos não poderiam estar mais distantes.
    Trechos da resenha do livro feita por GISELE EBERSPÄCHER para o Jornal Rascunho.
    http://rascunho.com.br/vozes-clandestinas/