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  • Desafios Literários 2019: Desafio Leia Mulheres



    2018 foi um ano difícil. E justamente por isso foi um ano de poucas leituras. Aconteceram algumas coisas sérias em minha vida, tive problemas de saúde que me deixaram na UTI por 4 dias e de molho por 45 dias. Mas, graças a Deus, eu sobrevivi e cá estou renovada e pronta pra começar tudo de novo. 

    Neste ano não quero me comprometer com muitos desafios e metas, quero estar "livre" também para ler coisas que surjam fora da programação e coloquei algumas metas literárias, que são, inicialmente, ler mais os gêneros que eu li pouco nos últimos anos: não-ficção, quadrinhos e poesia. 

    Como mediadora do Leia Mulheres eu já tenho uma leitura mensal durante o ano todo para dar conta, então este ano, além dos livros do Leia Mulheres Salvador eu também irei participar do #DesafioLeiaMulheres ou #leiamulheres2019. Este desafio consiste na escolha de um gênero para cada mês do ano, somente com autoras mulheres (cis ou trans). Abaixo eu mostro as categorias e falo um pouco de minhas escolhas.  


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    Janeiro: Um livro clássico: Mrs. Dalloway, Virgínia Woolf.
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    Fevereiro: Uma HQ: Placas Tectônicas, Margaux Motin
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    Março: Uma escritora contemporânea nacional: Tudo pode ser roubado, Giovana Madalosso
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    Abril: Uma escritora asiática: Kitchen, Banana Yoshimoto
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    Maio: Uma ficção científica ou fantasia: Uma dobra no tempo, Madeleine L'Engle
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    Junho: Um livro de contos: No seu pescoço, Chimamanda Ngozi Adichie
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    Julho: Um livro de poesia: Coral e outros poemas, Sophia de Mello Breyner Andersen
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    Agosto: Um livro de temática LGBTQ+: Todos nós adorávamos caubóis, Carol Bensimon
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    Setembro: Um livro de não- ficção: Mulheres, Raça e Classe, Angela Davis
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    Outubro: Um livro de terror: A menina submersa, Caitlin Kiernan
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    Novembro: Uma escritora negra: Amor, Toni Morrison
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    Dezembro: Livre: Mulheres que correm com lobos, Clarissa Pinkola Estés

    Este livro será lido durante todo o ano, através da Leitura Compartilhada organizada pela Rita Araújo, no instagram @mulheresquecorremcomoslobos.  Irei deixar aqui para vocês o link para o vídeo onde ela explica tudinho e também as redes e o grupo do Facebook. ⠀


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    E vocês? Vão participar de algum desafio literário? Qual? Já leram ou pretendem ler algum dos livros acima? Conta pra mim!
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    Beijos e Boas Leituras! ;)

    Ele: Quando Ryan conheceu James, Elle Kennedy e Sarina Bowen

    Sinopse: James Canning nunca descobriu como perdeu seu melhor e mais próximo amigo. Quatro anos atrás, seu tatuado, destemido e impulsivo companheiro desde a infância simplesmente cortou contato. O que aconteceu na última noite daquele acampamento de verão, quando tinham apenas 18 anos, não muda uma verdade simples: Jamie sente saudade de Wes. O maior arrependimento de Ryan Wesley é ter convencido seu amigo extremamente hétero a participar de uma aposta que testou os limites da amizade deles. Agora, prestes a se enfrentarem nos times de hóquei da faculdade, ele finalmente terá a oportunidade de se desculpar. Mas, só de olhar para o seu antigo crush, Wes percebe que ainda não conseguiu superar sua paixão adolescente. Jamie esperou bastante tempo pelas respostas sobre o que aconteceu com seu relacionamento com Wes, mas, ao se reencontrarem, surgem ainda mais dúvidas. Uma noite de sexo pode estragar uma amizade? Essa e outras questões sobre si mesmos vão ter que ser respondidas quando Wesley e Jamie se veem como treinadores no mesmo acampamento de hóquei.


    Por Victor Queirós

    Que missão difícil eu recebi:  resenhar um livro intenso como Ele! A capa do livro já é persuasiva e quando começamos a leitura propriamente dita, podemos dizer com firmeza que é um baita livro e  que as autoras, Elle Kennedy e Sarina Bowen,  fizeram um ótimo trabalho.

    O livro é divido em capítulos onde ora Ryan e ora James narram os fatos e não segue diretamente uma ordem cronológica. Em alguns trechos nos são apresentados fatos do passado que ajudam a compreender como eles chegaram até aqui. Confesso que achei alguns trechos um pouco confusos e isso dificultou a   percepção de quem está falando naquele momento, porém a principal mensagem foi deixada  e eu particularmente desejo ansioso uma continuação para esta história. 

    Vamos partir agora para o que interessa: a história!  James Canning e Ryan Wesley são dois jovens bem diferentes.   James é de classe  baixa, o típico hétero gostosão, aquele que todo mundo quer, mas poucas tem, enquanto  Ryan é burguês, filhinho de papai, homossexual não  aceito pelos pais e  faz o tipo competitivo e  provocador. Eles  se conhecem ainda muito jovens, em um acampamento de hóquei.  

    A amizade entre eles na adolescência é intensa, porém uma bendita aposta feita entre os dois acaba estragando tudo. Quatro anos depois, maiores e mais maduros, Wes e Jamie, acabam por se enfrentarem em um jogo de hóquei e isso vem trazer à tona não apenas o tão indesejado encontro, mas outros sentimentos que estavam bem guardados. E é como se os quatro anos não tivessem sido o suficientes para apagar tudo o que viveram quando mais jovens.  

    Bem, eu não aconselho vocês a lerem este livro em qualquer local, eu mesmo evitava ler este livro em lugares públicos porque ele é muito excitante! Isso mesmo, ele consegue provocar o leitor, consegue fazer com que ele imagine a cena lida e nos  vem mil e uma coisas na cabeça. As autoras tem uma linguagem bem descritiva e envolvente e é bem capaz de você viajar nesta leitura. 

    Elle e Sarina conseguiriam trazer-nos uma excelente narrativa, que prende, envolve e posso dizer que Ele é  um bom livro até de olhos fechados.  Gostei bastante e chamo atenção para o final, que realmente surpreende o leitor. Recomendo a todos! 

    Sobre as autoras: 



    Elle Kennedy é uma autora best-seller canadense de romance contemporâneo e suspense romântico. Publicou livros com a Harlequin Enterprises, a New American Library, a Berkley e a Entangled Publishing. Ela recebeu seu B.A. em inglês da Universidade de York em 2005. [1] Ela teve vários títulos nas listas de bestsellers do USA Today, do New York Times e do Wall Street Journal. Sua popular série Off-Campus apareceu em várias listas de best-sellers e será lançada em mais de 20 países do mundo.




    Sarina Bowen é autora de mais de duas dúzias de romances contemporâneos e LGTB. Ela bateu mais recentemente na lista dos mais vendidos do USA Today em fevereiro, com o Brooklynaire. Sarina é bacharel em economia pela Universidade de Yale. Os livros de Sarina são publicados em uma dúzia de idiomas em quatro continentes. Em 2016, o The Romance Writers of America homenageou-a  com um prêmio RITA para o romance contemporâneo, Mid-Length.





    Enterre os seus mortos, Ana Paula Maia










    Título original: Enterre Seus Mortos
    Capa: Guilherme Xavier
    Páginas: 136
    Acabamento: Brochura
    Ano: 2018
    Editora: Companhia das Letras

    Ler Ana Paula Maia é uma experiência marcante. É um soco no estômago, é uma cacofonia, um tapa na cara. Tudo é cheio de verdade e excessivamente cru. Em sua narrativa - seca, acre e econômica em construções - as palavras se mostram e revelam a vida, com toda a sua podridão e estranhamento, esta vida que cotidianamente o mundo insiste em esconder de nós, em silenciar, em escamotear. Esta vida que também é um pouco de morte. Mas, vamos à história.

    O protagonista Edgar Wilson já chama a atenção, não apenas pelo nome, mas pela sua profissão insólita: Ele é um removedor. Trabalha em um órgão responsável por recolher os animais mortos das estradas e levá-los para um depósito, onde são triturados em um grande moedor. Seu colega mais próximo, Tomás, é um padre excomungado que distribui bênçãos aos mortos e moribundos que encontra pelo caminho. Ambos convivem com a morte diariamente. E cada um a contempla de uma forma única e diferente.

    “Edgar Wilson nunca conheceu trabalho que não estivesse ligado à morte. Sempre esteve a um passo atrás dela, que invariavelmente encontra todos os homens, de maneiras diferentes. Teme morrer porque acredita em Deus. Crer em Deus o leva a crer no inferno e em todas as suas consequências. Se não fosse isso, seria mais um corpo com as mãos sobre o peito. Não sabe que espécie de fim está reservado a ele. Mas diante dos mortos, seja humano, seja animal, ele não se mantém insensível. Não existe sentimento de desprezo maior do que abandonar um morto, deixa-lo ao relento, as aves carniceiras, à vista alheia.” 

    É justamente esta sensibilidade com relação à morte que vai colocá-lo numa situação que quebra a sua rotina tão especifica. Ao descobrir o corpo de uma mulher na mata e saber que a polícia não possui recursos para recolhe-lo (o rabecão está quebrado), ele recusa-se a deixar que aquele corpo ali exposto seja devorado e, como num oficio silencioso, decide zelar pelo que sobrou daquela mulher. Então leva o corpo para um freezer em seu depósito, clandestinamente. Enquanto espera a chegada da polícia, mais um cadáver aparece, desta vez de um homem. 

    Tomás e Edgar conhecem a morte em suas mais variadas facetas e não a temem. Antes, a respeitam e conhecem as suas fronteiras. Sabem que a morte e o sagrado andam juntos e não abrem mão, diante da situação de precariedade dos órgãos responsáveis, de dar um final respeitoso e digno àqueles cadáveres. E assim começa a jornada destes dois homens, invisibilizados em suas profissões, em suas vidas com pouca importância, mas que carregam dentro de si o mais humano que podem suportar. 

    “Tomás tem esse poder confortador diante da morte, diante das piores noticias e sabe disso. Não é um homem santo de paróquia, mas um homem de dores, um santo das estradas, disponível para Deus e para os homens e servindo da maneira que melhor sabe: vivendo no encalço da morte.” 

    A narrativa de Ana Paula é diferente de tudo o que eu já havia lido. Precisa e objetiva, seca, mas não se torna rasa ou superficial por isso. Antes, em sua economia de palavras, tece significados que margeiam o texto, que compõem um mosaico de ideias, sentires e intenções sobre a morte, a finitude, a dor e a miséria humanas. Seu narrador em terceira pessoa, onisciente e onipresente, nos presenteia com uma viagem filosófica e brutalizante sobre a realidade.

    Não há como seguir incólume a esta viagem. É preciso parar, respirar, esperar. Há horror e realidade que pulsam o tempo todo do texto, o próprio texto nos sufoca, ao mesmo tempo que nos coloca nesse lugar em que tanto evitamos estar. A nossa sociedade execra a morte e tenta maquiá-la todo o tempo. Uma morte asséptica, limpa, branca. Em Enterre os seus mortos, Ana Paula apresenta-nos uma morte que é animal, selvagem, nossa pertença, nossa vizinha, espelho nosso manchado de sangue e vísceras. Morte real e mais que cotidiana, quase banal nas estradas e nas periferias de nosso país.   

    Sobre a autora: 

    Ana Paula Maia (Nova Iguaçu, dezembro de 1977) é escritora e roteirista. Filha de professora, na adolescência, estudou teatro na CAL (Casa de Artes de Laranjeiras). Mais tarde, entrou para as faculdades de Ciência da Computação e Comunicação Social. Seu primeiro romance, O habitante das falhas subterrâneas, foi publicado em 2003. Esses foram seus primeiros passos, e após a publicação do primeiro romance, segue dedicando-se, na maior parte do tempo, à literatura. É autora da trilogia A saga dos brutos, iniciada com as novelas Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos e O trabalho sujo dos outros (publicadas em volume único) e concluída com o romance Carvão animal. A autora tematiza a relação do homem com o trabalho, a moldagem do caráter pelas atividades diárias e a inferiorização do homem pelo trabalho que exerce.

    Nota: 4 de 5 

    Lançamento: Eu e não outra - a vida intensa de Hilda Hilst


    Eu e não outra: a vida intensa de Hilda Hilst é o primeiro perfil biográfico da autora lançado no mercado editorial. Com episódios relatados por fontes próximas a Hilda Hilst durante toda a vida, além de documentos históricos, o livro traz um panorama da vida da escritora desde seu nascimento e a história de sua família, em Jaú, até sua morte, na Casa do Sol, Campinas, em 2004.

    A pesquisa foi realizada durante dois anos, e contou com cerca de quarenta entrevistas feitas pessoalmente pelas autoras – formadas em jornalismo e especializadas em literatura e na obra de Hilda Hilst. No percurso de pesquisa e escrita do livro, Laura Folgueira e Luisa Destri conversaram com familiares das famílias de Apolônio Hilst (o pai) e Bedecilda Vaz Cardoso (a mãe) – incluindo o irmão, Ruy Vaz Cardoso –; com Dante Casarini, ex-marido de Hilda; com amigos, editores, ex-namorados. Dentre outros depoimentos importantíssimos, destacam-se aqueles dados por figuras muito próximas a ela e, hoje, falecidas, como o editor Massao Ohno; o amigo e escritor José Luiz Mora Fuentes; o também amigo e jornalista J. Toledo; o músico Almeida Prado, primo de Hilda.

    A pesquisa, porém, não parou por aí: as autoras realizaram inúmeras visitas à Casa do Sol (antes da criação do Instituto Hilda Hilst) e ao arquivo de Hilda Hilst no Cedae, da Unicamp. Lá, vasculharam os diários da escritora, que fornecem informações fundamentais para os episódios narrados em Eu e não outra. Também foram fontes valiosas as inúmeras entrevistas concedidas por Hilda durante sua vida, bem como críticas e notícias pertinentes – todas detalhadas na bibliografia, cobrindo um período de 1949 a 2006. Por fim, as autoras do livro fizeram, ainda, uma viagem a Jaú – cidade natal da personagem –, reunindo elementos como certidões de nascimento, histórias sobre a família Almeida Prado, escrituras de fazenda.

    Para a publicação agora, anos depois da pesquisa original, o livro foi revisto e atualizado, tendo em vista especialmente a repercussão que a obra de Hilda Hilst ganhou após sua morte. Por isso, conta com um posfácio em que as autoras abordam não apenas como se deu a criação da narrativa, mas também como se desenvolveu, depois disso, sua relação profissional com a biografia e a obra de Hilda Hilst. Eu e não outra é, portanto, um mosaico de fontes e reconstituições de cenas, episódios, momentos da vida de Hilda Hilst. Ao fim, a personagem revela-se intensa e ousada, como a conhece a maioria de seus leitores, mas, também, profundamente humana em seus questionamentos e relações.

    Sobre as autoras

    Laura Folgueira é tradutora e pesquisadora de literatura brasileira. Formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero em 2006, concluiu uma pós-graduação em literatura brasileira na PUC-SP em 2009, onde estudou a construção dos personagens no livro A obscena senhora D, de Hilda Hilst, em uma monografia intitulada Construção da personagem e derrelição na linguagem. Desde então, preparou e traduziu livros para inúmeras editoras e criou o projeto #KDmulheres, dedicado a promover a visibilidade das mulheres escritoras em publicações e eventos. Em 2017, concluiu um Mestrado em Letras e Estudos da Tradução na Universidade de São Paulo (USP), também dedicado a pesquisar a obra de Hilda Hilst – desta vez, a forma como a autora estava sendo publicada e recebida nos Estados Unidos.

    Luisa Destri, pesquisadora e professora, é coautora de Por que ler Hilda Hilst (Globo, 2010) e organizadora da antologia Uma superfície de gelo ancorada no riso (Globo, 2011), com escritos da mesma autora. Atuou como consultora da Ocupação Hilda Hilst, organizada pelo Itaú Cultural em 2015. Jornalista formada pela Cásper Líbero em 2006, é mestra em Teoria e História Literária pela Unicamp, com a dissertação De tua sábia ausência – a poesia de Hilda Hilst e a tradição lírica amorosa (2010), e doutora em Literatura Brasileira pela USP, com a tese O campo artístico do homem – e a mulher e o sujeito lírico na poesia de Murilo Mendes (2016). Ministra cursos livres sobre escrita e literatura e tem textos publicados em diversos veículos, acadêmicos e para o público em geral.